Na última quinta-feira, 18 de março, representantes das entidades que compõe o Coletivo De Olho na Libertas se reuniram com a Diretoria da Fundação, retomando o processo de reuniões periódicas, interrompido por quase um ano. Estiveram presentes na reunião presidentes da ACOPREVI, do Sindicado dos Administradores, da Associação de Empregados da MGS, o coordenador do DEAPES, a diretora Financeira da Após-Prodemge e o diretor de Seguridade do SENGE-MG. Representando a LIBERTAS, estavam presentes o presidente da Fundação, Lucas Ferraz Nóbrega, o diretor de Seguridade Social, Cesar Luiz Danieli, e o diretor de Investimentos e Controladoria, Rodrigo Eustáquio Barbosa Barata. Também esteve presente o diretor de Administração eleito pelos participantes, José Maria dos Santos.

Ainda em 2020, o Coletivo encaminhou correspondência à Libertas solicitando agendamento de reunião para debater algumas questões de interesse dos participantes, mas em decorrência da pandemia, somente agora a reunião solicitada foi agendada. A reunião ocorreu de forma bastante objetiva e foram assumidos importantes compromissos entre a Fundação Libertas e os participantes.

PLANO DE SAÚDE PARA EMPREGADOS DA MGS

O Presidente da Associação dos Empregados da MGS Renato Campos Amaral solicitou informações sobre as negociações que envolvem a implantação de plano de saúde para os empegados da MGS. O diretor de Seguridade Cesar Danieli informou que os estudos ainda estão em estágio inicial, mas a Fundação se comprometeu a agendar reunião específica sobre o assunto com a Associação. Aproveitando a ocasião, Renato Amaral também solicitou que fosse realizada uma campanha de informação e divulgação do MGSPREV.

EVENTUAIS ALTERAÇÕES DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS

O presidente da LIBERTAS, Lucas Ferraz, informou que neste ano de 2021 serão realizados estudos visando analisar eventuais alterações nos planos de benefícios administrados pela Fundação. Está sendo analisada a possibilidade de uniformizar os regulamentos dos diversos planos de Contribuição Definida (CD) visando eventuais fusões com vistas a reduzir o custo administrativo, o que pode beneficiar os participantes. Em relação aos planos de Benefício Definido (BD), Fechados e Saldados foi aventada a possibilidade de abertura de migração para os planos CD’s.  Cristina Schembri, presidente da ACOPREVI, solicitou que todos os estudos evolvendo novas estratégias previdenciárias tivessem a participação do Coletivo e que todas as eventuais alterações fossem negociadas passo a passo. O presidente da LIBERTAS concordou com a solicitação e se comprometeu com a transparência de todo o processo.

ALTERAÇÃO DO ESTATUTO DA LIBERTAS

Dando continuidade à reunião, o Presidente da LIBERTAS informou que os estudos para alteração do estatuto estão parados e novamente se comprometeu em negociar eventuais alterações com os representantes dos participantes que compõe o Coletivo.

TRABALHO EM HOME OFFICE

Cristina Fonseca, diretora da Após-Prodemge, solicitou informações sobre o atendimento aos participantes e em relação à produtividade da entidade após a adoção do trabalho em Home Office. Waltencyr Teófilo de Souza, coordenador do DEAPES, perguntou por que a implantação desta modalidade de serviço não foi discutida e aprovada pelo Conselho Deliberativo da LIBERTAS. O presidente Lucas Ferraz assumiu que, de fato, houve um equívoco da Diretoria Executiva em não discutir o tema com o Conselho Deliberativo e informou que já se desculpou com o Colegiado. Outra informação importante foi a de que todos os empregados da LIBERTAS são contratados para prestarem serviços em Belo Horizonte, independentemente de estarem morando fisicamente em outras cidades. Se houver necessidade de trabalho presencial, as despesas de transporte, hospedagem correrão por conta do empregado. Informou, por fim, que está em curso uma pesquisa de satisfação junto aos participantes e que ao final do ano haverá outra para medir, entre outros temas, o impacto da implantação do trabalho em Home Office.

CUSTEIO ADMINISTRATIVO

Os representantes das entidades questionaram o aumento do orçamento de despesas administrativas para 2021 em relação ao orçamento de 2020 e acima da inflação, ainda que durante todo o ano a Fundação tenha criado a expectativa de diminuição dos custos administrativos, tendo em vista o programa de demissão de empregados e a adoção do trabalho em Home Office. A Libertas fez uma apresentação do orçamento, destacando os projetos novos que estão sendo implantados, destacando a implantação do novo sistema de informática e a contratação de consultorias para avaliar alterações nos planos de previdência.

O presidente, Lucas Ferraz, e o diretor de Investimentos, Rodrigo Barata, destacaram que durante o ano de 2020 a diretoria trabalhou para “colocar a casa em ordem” e que acreditam que o trabalho realizado será percebido em 2021 e que tem como meta a redução da taxa de administração.

 

O Coletivo, cobrou mais uma vez, a transparência na divulgação de informações e projetos para os participantes e para as entidades representativas.

REUNIÕES PERIÓDICAS ENTRE COLETIVO E LIBERTAS

A pauta apresentada para discussão com a LIBERTAS conta com outros temas que, pelo adiantado da hora, não puderam ser tratados nesta primeira reunião. Ficou acordado que nova reunião será realizada no dia 1º de abril para esgotar a pauta apresentada.

Ficou definido também que o Coletivo irá apresentar, nesta reunião de abril, uma proposta de calendário para reuniões periódicas com a direção da LIBERTAS com vistas a levar para a diretoria demandas dos participantes e acompanhar as ações da entidade.

Na avaliação do Coletivo, esta primeira reunião cumpriu seu propósito, retomando o diálogo com a diretoria da LIBERTAS, já que eram constantes os encontros com a diretoria anterior e trouxeram benefícios reais aos participantes como: negociações envolvendo os reajustes do plano de saúde, alterações dos planos da Prodemge e MGS, alteração do Estatuto e a possibilidade de termos um diretor eleito, dentre outros.

Os trabalhos do Coletivo sempre são desenvolvidos ressaltando a importância do diálogo e do entendimento entre participantes, patrocinadores e gestores dos planos de benefícios para o fortalecimento do sistema de previdência complementar e garantia dos direitos dos participantes.

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